quarta-feira, 28 de outubro de 2009

C.S.I - Crime Scene Investigation, Primeira Temporada

A série que deu origem as análises forenses na televisão


Criada por Anthony E. Zuiker, C.S.I – Crime Scene Investigation estreou em Outubro de 2000, sem muito alarde. Foi uma das diversas séries que começam sua temporada durante a entressafra americana e só deve destaque na temporada seguinte, quando começava a ganhar os merecidos contornos de uma das séries definitivas sobre investigações criminais.

Hoje no extenso mercado de séries americanas, a formula do programa foi, se não copiada, reinventada por diversos outros canais na procura de ter uma série do mesmo estilo em sua programação.

Além das duas séries que saíram desta original, outras séries do gênero, evitando realizar uma cópia, tentaram revitalizar seus criações focando-se em aspectos diferentes dos focados por C.S.I. O resultado é positivo, a série Bones, do canal Fox, embora também estabeleça os mesmos padrões, possui uma maneira bem diferente de resolver os crimes, ainda que apoiado na ciência forense, e foi capaz de criar uma bom enredo para acompanhá-la. Evidente que nem toda série de temáticas parecidas conseguiu alcançar bons resultados.

A primeira temporada de C.S.I, a série original, focada em Las Vegas, Nevada, um dos antros da América de jogos e luxuria, é bastante precisa em sua premissa. Suas personagens são muito bem delimitadas logo de inicio, sem ocorrer a normal ressaca de primeiras temporadas oscilantes. Como modelo padrão de equipe, cada um de seus membros é especialista em uma área e alguns ainda não possuem o distintivo máximo, pois estão em evolução.

Ainda que a personalidade do mais famoso C.S.I, Gil Grissom, pareça mais acessível no início que nas temporadas seguintes, sua transformação, ficando mais sisudo e a parte do mundo possui explicação lógica mas é revelada apenas em próximas temporadas.

Além das personagens, a criação dos efeitos especiais para mostrar com detalhes as cenas dos crimes é outro detalhe a parte. O cuidado é bastante extremo, fazendo recriações de cadáveres que podem assustar um pouco por sua perfeição. Além disso, a série conta com cenas que revelam como ocorreu a morte do episódio. Filmadas por profissionais que criam, a cada episódio, modelos

especiais a cada episódio – dependendo do tipo de morte – para filmar, como se fosse dentro do próprio corpo humano, o que aconteceu nos últimos minutos da vítima.

C.S.I – Crime Scene Investigation foi uma das grandes surpresas para mim esse ano. Em poucos episódios a série consegue engrenar e mantém aquecida até seu fim. Equilibrando bons casos de investigação – normalmente dois a cada episódio, dividindo a narrativa entre duas equipes – sem deixar de focar nos conflitos de cada um e nos atritos que isso gera na própria equipe. Tive uma impressão tão positiva da série, que acompanhei três temporadas seguidas, sem parar.

A abertura da série conta com a canção Who Are You da banda The Who. Uma escolha incrivelmente acertada, tanto pela força da canção como pelo significado dela, a idéia de que os especialistas forenses tem sempre como missão desvendar os crimes. Apesar disso, as cenas da abertura são bem mal montadas, ainda em uma época onde não se dava tanto valor a isso. Só na terceira temporada que a série ganha uma abertura digna, muito bem feita digitalmente, e deixando-a mais apresentável.

Lamentavelmente a série foi lançada no Brasil da maneira mais esdrúxula pela Playarte. Enquanto outras produtoras e distribuidoras lançam as séries com 24 episódios em seis dvds em um box fechado, a Playarte teve a brilhante idéia de lançar três box dedicado a cada temporada. Cada um contem 3 discos, totalizando sete ou nove episódios por box. Levando em conta que cada box, em seu lançamento, tinha o salgado preço de R$129,90, e hoje ainda se encontram por R$59,90 ou R$79,90, é quase um convite para não comprar. No fim, colecionar a série não sai nada barato.

O que a distribuidora ganha com essa palhaçada não me cabe responder, com certeza perde para aqueles que desejam comprar a série, mas optam por comprar outra de seu interesse com um preço mais em conta. Infelizmente o próprio consumidor perde de colecionar uma série ótima pelo seu preço salgado, optando por, ou ver na televisão, alugá-la, ou buscar os episódios via download.

Independente disso, C.S.I é uma das melhores séries da nova safra e merece ser conhecida e admirada. Sua décima temporada está no ar na tevê americana e continua, ainda, dando grande audiência.


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