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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The Big Bang Theory, Segunda Temporada

Nerds que vieram para ficar

Bastou um ano de produção de The Big Bang Theory para que a comédia caísse nas graças do público, conquistasse mais audiência, transformando suas personagens em referência.

A fórmula seguida pelo roteiro mantém a maneira tradicional das séries de humor americanas. Comédias de situação centrada em um grupo específico que, pelas desenvolturas da história, produzem humor.

Mesmo apresentando quatro personagens distintos que, pelos gostos e estilos, são considerados nerds, é inegável que a personagem de Jim Parsons origina uma maior sustentação.

Sheldon Cooper tornou-se um interessante fenômeno. Com personalidade mais afetada que as outras traduziu-se como porta voz de um grupo que encontra em seus maneirismos, ao menos, uma característica de si mesmo. O resultado da boa criação da personagem resultou em alta devoção, transformando suas frases e a própria imagem em camisetas e outros acessórios.

Ao contrário de séries dramáticas, o humor necessita de tempo para apresentar sua homogeneidade. A segunda temporada da série, ainda, não apresenta evolução em relação ao seu início. Porém, as personagens são tão bem compostas que, mesmo sem tantas risadas exageradas, sustentam a série.

Sem dúvida, a melhor qualidade de The Big Bang Theory até agora foi a seleção de seu elenco. Mesmo que Jim Parson seja a estrela mais visada, seus quatro integrantes centrais realizam um trabalho competente.

A série tem potencial suficiente para se tornar ainda melhor e se consagrar ainda mais como uma das grandes séries de humor da televisão americana. Sem mencionar que sua direção segue o estilo tradicional das sitcons, ameaçadas por séries recentes que cortaram o público de suas filmagens. Demonstrando que há espaço para diversos estilos cômicos.



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

The Big Bang Theory, Primeira Temporada


A inteligência é a nova beleza

Não é de hoje que a conhecida cultura nerd é referência nos cinemas ou na televisão. Normalmente encontra-se centrada em um personagem, sempre bem representado, que ganha destaque – e risos – por ser travestido com os clichês do gênero: óculos, extrema devoção a mitologias e séries clássicas, dotado de um vocabulário próprio e com um leve deslocamento geral de sua turma.

É com esse elemento conhecido que Chuck Lorre, o responsável por Two and a Half Man e, por conseqüência, aquele que mantem ainda ativa a comédia de situação nas séries americanas, apresentou há dois anos atrás a série The Big Bang Theory, que também possui uma tradução no Brasil, como Big Bang – A Teoria, mas que não pegou.

Falar sobre o universo nerd causa um difícil problema, pois a definição daquilo que é nerd ainda é uma resposta arenosa. Assim, mantemos a análise com base na definição da Wikipedia a respeito: “Nerd é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd é muitas vezes excluído de atividades físicas e considerado um solitário pelos seus pares. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia”.

É nesse universo que encontra-se quatro amigos que, além de possuem gostos em comum por gibis, videogames e computadores, são estudante de física e possuem mestrado e doutorado. Em outras palavras, são nerds por completo.

Sem causar agressão contra a cultura nerd, ainda mantendo-se em uma maneira caricatural, a série tem em seus quatro personagens facetas bem diferentes entre si. Desde o brilhante Sheldon, extremamente analítico, não compreendendo as relações humanas, até Leonard, seu melhor amigo, companheiro de apartamento que é apaixonado por sua vizinha, Penny.

A primeira temporada da série sai-se melhor do que a de Two And a Half Man. Em poucos episódios as personagens são bem definidas, dando espaço para as situações absurdas e o humor discorrer entre elas.

Sem sombra de dúvida, o elenco é também responsável pela cadencia da série. Ainda que todos estejam muito bem interpretando seus papéis, sem dúvida o destaque vai para o ator Jim Parsons, interprete do metódico Sheldon Cooper. Sua personagem é responsável por grande partes dos momentos engraçados da série e o ator concorre esse ano ao Emmy, merecidamente, por esse papel.

Por conta da greve de roteiristas que gerou problemas na indústria há dois anos, a primeira temporada possui apenas 17 episódios. O que não é ruim, já que manteve uma integridade maior para uma primeira temporada lhe dando uma incrível temporada inicial.