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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Irresistível Paixão

(Out of Sight, 1998)
Diretor: Steven Soderbergh
Elenco: George Clooney, Jennifer Lopez, Ving Rhames, Catherine Keener, Dennis Farina, Steve Zahn

Um multi-astro é aquele que, em determinado momento, resolve tentar outros movimentos para sua carreira e abrir novas oportunidades. Sempre que um cantor intenta estrelar um filme, a recepção é receosa, principalmente porque, boa parte dos críticos, torce para que o filme se torne um fracasso.

A cantora Jennifer Lopez é uma daquelas que não desistiu e, ainda hoje, participa de algumas produções. Sua base são filmes românticos cheios de açucar, mas já se arriscou no terror, dramas densos e protagonizou, ao lado Ben Affleck, um dos maiores fracassos de bilheteria de todos os tempos. Diante dessa pequena carreira, que muitos poderiam denegrir como duvidosa, somente Steve Soderbergh seria capaz de reuni-la com um eterno galã para apresentar uma história marginal sobre o amor. 

Baseado na obra de Elmore Leonard - prolífico escritor policial, com filmes e séries adaptadas - a história promove o acaso e encontro entre um bandido em fuga e uma agente penitenciaria que estava no local. A narrativa de Irresistível Paixão - realizada antes do hype em cima de Soderbergh - dialoga bem com um estilo alternativo de cinema sem perder a narrativa sem floreios de Leonard. George Clooney está perfeito como George Clooney, o sexy ladrão sem escrúpulos que não resiste a agente penitenciaria Karen Sisco, em uma trama que, ao colocar personagens em lado opostos da lei, exemplifica que é possível encontrar o amor em qualquer lugar.

A estranheza é um dos elementos centrais da história. O amor que surge de um lugar estranho e que, mesmo assim, produz encantamento por sua condução, pelo acaso bem inserido na história. Os diálogos merecem um destaque a parte, explicitando o estilo de produção que, além das imagens, pede pela atenção das palavras. São doses de ironia bem calculadas, declarações de amor em poucas palavras. Dando-nos uma breve dimensão de como o autor Leonard trabalha suas personagens e situações.

 Soderbergh  utiliza-se do corte de cenas e dos espaçamentos temporais para dar maior agilidade a trama, que não tem medo de utilizar os datados efeitos de imagem congelada para destacar situações de limite. Caminhando do passado ao presente, explicando a motivação das personagens e aprofundando as relações.

Desenvolvendo-se em um ambiente possivelmente hostil, entre diálogos ferinos e uma edição veloz, uma história de amor que beira a marginalidade pelas personagens nada elevadas mas que, como a maioria das história de amor, são encantadoras.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

The Wonders - O Sonho Não Acabou!

(That Thing You Do !, 1996)
Diretor: Tom Hanks
Elenco: Tom Everett Scott, Liv Tyler, Johnathon Schaech, Charlize Theron, Steve Zahn, Ethan Embry, Tom Hanks, Kevin Pollak.

Considero Tom Hanks um dos atores mais importantes de Hollywood, ou em outras palavras, "o cara". Com uma carreira sólida, bons filmes no cúrriculo e atuações impecáveis, ele é um dos figurões que ganham bem e enchem os cofres dos estúdios.

Dirigido, produzido, escrito e interpretado por Tom Hanks (não esquecendo das canções em co-autoria com outro autor), The Wonders - O Sonho Não Acabou foi o filme escolhido para finalizar minha sessão de cinema em 2008.

O resultado do filme de Hanks não poderia ser mais positivo. Uma comédia musical deliciosa sobre a trajetória de uma banda de rock´n roll e os argúrios da fama e toca levemente na biografia do quarteto de Liverpool, uma óbvia inspiração para essa história.

Até mesmo o título brasileiro da produção remete-se a uma frase dita por John Lennon quando Os Beatles anunciaram seu fim, "O sonho acabou".

Sem contar as canções, criadas especialmente para o próprio filme e que são exemplos do pop perfeito. Cinematograficamente falando, as canções de The Wonders entraram para o patamar daquelas bandas inexistentes (Spinal Tap, Stillwater) que o cinema cria para enriquecer suas histórias.