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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Harry Potter e a Ordem da Fênix

(Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2007)
Diretor: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Helena Bonham Carter, Robbie Coltrane, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Brendan Gleeson, Richard Griffithss, Jason Isaacs, Gary Oldman, Alan Rickman, Fiona Shaw, Maggie Smith, Imelda Staunton, David Thewlis, Emma Thompson, Julie Walters, Mark Williams, Robert Pattinson, Jamie Waylett

Um novo filme e mais um novo diretor. Muito especulou-se sobre a possibilidade de, desde ponto em diante, contar com um diretor novo a cada produção. Mas, provavelmente, a escolha não seria positiva já que a história daqui até o final se preenche com unidade. Na época de seu lançamento ainda não se sabia que David Yates seria o diretor até o final da saga.

Harry Potter e a Ordem da Fênix é a narrativa mais hostil até então. O retorno de Voldermort na trama anterior divide a comunidade bruxa impondo em Hogwarts opiniões diversas. A tensão especulada anteriormente se instala. Embora o livro tenha espaço para aprofundar elementos diferenciados das personagens, o filme foca-se no que é necessário: no drama da volta do bruxo das trevas e os laços com Harry Potter.

É o momento em que a personagem de Harry Potter está mais introspectiva, devido ao fardo de ser aquele que sobreviveu. O universo polarizado começa a criar um ambiente de batalha. Explicitado pela armada criada por Harry Potter para ensinar defesa contra a arte das trevas, já que a nova professora, Dolores Umbridge é contra ensinar feitiços a alunos.

Em Umbridge, a autora acerta novamente em criar uma personagem nova que tem contornos bem delineados e torna-se uma das figuras mais odiadas pelo público. Como característica constante na série, a personagem é interpretada por Imelda Stauton, outra excelente atriz que abrilhanta mais um pouco o tão grandioso elenco de apoio da trama. Além dela, o mal também ganha personificação em Helena Boham Carter fazendo mais uma personagem ensandecida de sua galeria de excentricidades.

A trama toda converge para a guerra civil bruxa que anuncia um início de um fim, encerrando a trama com uma batalha de comensais da morte e a luta de dois grandes bruxos de polaridades diferentes: Dumbledore e Voldermort.



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

(Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, 2004)
Diretor: Alfonso Cuarón
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Tom Felton, Michael Gambon, Gary Oldman, Robbie Coltrane, Jamie Waylett 

Primeiro livro da série que explora elementos narrativos diferentes das tramas anteriores, trazendo um novo personagem importante a trama, o bandido Sirius Black, desenvolvendo uma história paralela ao natural mais um ano na escola Hogwarts.

Alfonson Cuarón assume a direção e imprimindo seu estilo naquilo que faz muda o universo criado por Chris Columbus. Traz um ar sombrio necessário a trama, bem representado pela fotografia acinzentada e escura. Além dela, modifica alguns elementos do castelo, introduzindo um gigantesco relógio no meio do pátio que dá mais magnitude a escola de magia e participa de uma interessante cena em que a câmera passeia pelo castelo acompanhando Harry Potter e Hermione Granger.

Repetindo o que se tornaria um padrão na série, novas personagens surgem com presenças marcantes. Além de Sirius Black, papel de Gary Oldman, o ator David Thewlis é o novo professor de defesa contra a arte das Trevas que ajuda na evolução mágica de Harry Potter. Emma Tompson aceita o pequeno papel da professora de adivinhação Sibilia Trelawney a pedido de sua filha de quatro anos. Todos representando bem o que foi escrito por J. K. Rowling e sustentando as personagens com talento.

Michael Gambon foi o escolhido para ser o novo Alvo Dumbledore, uma seleção que chegou a nomes altamente famosos. A escalação não poderia ser mais acertada. Diferentemente da personagem interpretada por Richard Harris, Gambon realiza um Dumbledore mais apático. Mantendo um lado fraternal, porém mais incisivo em sua postura. Além disso, os trajes perderam o estilo tradicional ganhando uma aura hippie, com direito a barba amarrada com barbantes e adereços, fazendo do grande bruxo um homem mais excêntrico.

O trio principal tem maior equilíbrio, demonstram mais conhecimento de suas personagens explorando nuances mais significativas. As personagens crescem com os atores e, também dessa maneira, a maturidade profissional.

É o primeiro passo adulto da história de Harry Potter. Despindo-se de contornos mais infantis das duas primeiras tramas, preparando-se para conflitos mais difíceis que envolverão todo o universo bruxo. Cisão não só presente na narrativa como na própria produção de cada adaptação que a partir dessa nunca mais perderá seu tom escuro, preparando o público cada vez mais para combates eminentes.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Harry Potter e a Pedra Filosofal

(Harry Potter and the Sorcerer's Stone, 2001)
Diretor: Chris Columbus
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Richard Harris, Maggie Smith, Alan Rickman, Ian Hart, Robbie Coltrane, Fiona Shaw, Richard Griffithss, John Cleese, John Hurt, Jamie Waylett


Na metade da saga de Harry Potter nos cinemas, tornou-se comum tecer comentários negativos quanto a concepção do universo criado pelo diretor Chris Columbus. Conhecido por grandes comédias como Esqueceram de Mim e Uma Babá Quase Perfeita, seu talento foi posto em xeque quando assumiu a direção do primeiro longa metragem do bruxo.

A leveza do primeiro livro, introduzindo o universo mágico de Potter fez com que Columbus produzisse seu tradicional filme familiar sem obstruir elementos da própria narrativa. Mesmo que depois a ambientação fantástica tenha sido melhor executada, foi a equipe do diretor que concebeu muita das bases fundamentais que permaneceram até o final da trama. A ingrata missão de apresentar a história a um público novo e leitores exigente tem seu mérito.

Harry Potter e a Pedra Filosofal foi o primeiro contato dos leitores com o mundo de Hogwarts nas telas. Como filme, depende um pouco de seu livro, mas visualmente saciava quem desejava identificar as personagens. A essência da primeira história era apresentada com eficiência e a magia do ambiente bruxo bem colocada.

Um bom equilíbrio foi criado na seleção de atores, escolhendo três atores mirins desconhecidos para as personagens centrais - com destaque para Emma Watson em sintonia com sua Hermione Granger - apoiado por grandes atores que, inicialmente, fariam parte do corpo docente da escola e, em filmes posteriores, ganharam papéis de destaque para a trama que, possivelmente, não há quem não conheça.

A trilha sonora composta por John Williams foi criticada por não estar a altura de suas outras obras, mas são comentários severos. Mesmo que depois tenha sido alterada por outros compositores, o tema de Harry Potter foi presente em todos os filmes e, mesmo em menor escala, se tornou uma composição que imediatamente se remete ao universo retratado.

A euforia inicial da produção pode ter sido exagerada na época - estive presente na primeira sessão de estréia e devo ter visto este filme mais duas vezes no cinema. Com distanciamento ainda se mantém como um bom filme, primeiro da saga milionária, e uma visão particular e otimista de um diretor muito mais voltado para o entretenimento familiar.