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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Homem Que Mudou o Jogo

(Moneyball, 2011)
Diretor: Bennet Miller
Elenco: Brad Pitt, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Jonah Hill.

Uma das características comuns de um filme esportivo é a edificação de sua história. Apresentada como única, com elementos distintos, normalmente baseados em fatos reais, resultando em uma mensagem em seu desfecho.

O Homem Que Mudou o Jogo apresenta Billy Beane. Um ex-jogador, gerente do time de baseball Oakland Athletics que se encontra nas últimas colocações do campeonato. Ao conhecer o economista Peter Brand, que lhe apresenta um programa de estatística sobre eficiência em jogos e jogadores, Beane descobre ser possível montar um time vencedor com a pouca verba que possui. Mesmo contrariando dirigentes, resolve arriscar no projeto.

A produção mostra tentativa, erro e acerto do gerente em gerir um time utilizando este novo parâmetro que, até então, era inédito. Para um público brasileiro que não conhece nada de baseball, torna-se mais difícil ter empatia por uma história que peca pela falta de emoção.

A história é centrada em excesso em Beane e seus dilemas. Perdendo o escopo motivacional dos diversos jogadores que produziram as vitórias para o time. Sem o contato emocional com a trama, ela torna-se apenas bem estrurada, mas fria.

Brad Pitt, indicado ao Oscar de melhor ator, representa bem seu papel. Porém, outros personagens de sua carreira foram melhores compostos. Deixando uma dúvida a respeito da indicação por uma interpretação apenas dentro dos padrões.

As seis indicações ao Oscar obtidas pela produção foi o motivo pelo qual o filme, que sairia direto para home vídeo, tivesse lançamento cinematográfico no país. Para os iniciados no esporte, a produção pode ter um brilho a mais e ser funcional. No aspecto cinematográfico, também nas indicações, não há nada que mereça de fato destaque.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Tudo Pelo Poder

(Idles Of March, 2011)
Diretor: George Clooney
Elenco: George Clooney, Ryan Gosling, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Jeffrey Wright.


Quarto filme dirigido por George Clooney, Tudo Pelo Poder é mais uma das produções que prezam pelo bom argumento e a potência dos diálogos. Estrelado pelo próprio diretor e por Ryan Gosling, a trama situa-se na pré-corrida a presidência, quando os partidos realizam eleições internas para escolher o candidato a eleição.

É a percepção política de Stephen Myers, um jovem idealista responsável pela campanha do governador Mike Morris, que observamos transformar-se durante a narrativa. A produção desenvolve um choque entre a visão pública de um político em contra partida com a conhecida por sua equipe. Bem como a constatação de que para a construção de uma figura pública sem amarras negativas, há um mar de lama anterior que foi ignorado.

O contraste entre o governador e o assessor - sintetizado no belíssimo cartaz - surge durante a construção da trama. Dialogando intimamente sobre a política, fica evidente que nem mesmo os mais próximos dos candidatos tem real conhecimento sobre ele.

A história baseia-se na peça “Farragut North” de Beau Willimon, sucesso da Broadway. Para o diretor Clooney, a política era um cenário essencial para gerar a discussão sobre lealdade, integridade e o embate sobre até que ponto o idealismo político é manchado por elementos obscuros.

Novamente como em suas produções anteriores, o diretor mesmo em um papel na trama não é a figura central. Sendo apenas apoio para a personagem de Gosling. Além dos atores, a trama conta ainda com Phillip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Rachel Evan Wood e Marisa Tomei. Resultando em um elenco dos sonhos muito bem composto sobre os meandros da corrupção política.

O filme ainda ganhou uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Roteiro Adaptado.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Jogos do Poder

(Charlie Wilson's War, 2009) 
Diretor: Mike Nichols 
Atores: Julia Roberts, Tom Hanks, Philip Seymour Hoffman 

Sabem a velha história de que uma andorinha só não faz verão? Esqueçam. Pois foi preciso apenas um congressista do Texas, interessado na causa Afegã, com grandes contatos na Casa Branca para mudar o curso da história de uma guerra.

Essa é a premissa de Jogos do Poder, um filme político que nos mostra os bastidores dessa guerra, e de como o congressista Charlie Wilson conseguiu aos poucos dar vazão ao seu plano. Tirando do governo as verbas necessárias para ajudar o Afeganistão e mudar a história do país. Tudo isso acompanhado de muitos copos de whisky e um escândalo envolvendo cocaína.

Se a história real parece inacreditável, a produção por trás do filme trouxe uma equipe de primeira. O talentoso diretor Mike Nichols, que possuí uma carreira impecável como diretor. O roteirista Aaron Sorkin, famoso por séries de tv como The West Wing e, uma de minhas séries favoritas mas canceladas, Studio 60 On The Sunset Strip. E os atores Tom Hanks, Philip Seymour Hoffman - incríveis em seus papéis - e Julia Roberts.

O filme não obteve uma recepção muito boa, mas ainda assim é um grande filme. O destaque principal vai para o exercício de manipulação exercido por Charlie Wilson para conseguir tudo o que queria, mostrando as corruptelas do sistema americano, e causando aquela impressão de que, mesmo tudo ocorrendo por debaixo do panos, todos tinham ciência do que ocorria.