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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Amizade Colorida

(Friends With Benefits, 2011)
Diretor: Will Gluck
Elenco: Justin Timberlake, Mila Kunis.

Com alguns papéis de destaque em Hollywood, mesmo sem uma consolidada carreira de sucesso, Mila Kunis e Justin Timberlake são as estrelas de Amizade Colorida. Emprestando sua química e beleza para mais uma história amorosa.

Kunis é Jamie, uma agenciadora de talentos que encontra em Dylan um potencial cliente que desponta em Nova York. Ambos recém saídos de um relacionamento em que foram descartados, se encontram na fase de manter distância de qualquer aproximação do sexo oposto. Porém, atraídos fisicamente pelo outro decidem enveredar para um complicado caminho sem volta da amizade sexual.

Não há nenhum segredo por trás da trama. A simplicidade linear do enredo é positiva. Capaz de apresentar uma problemática contemporânea de maneira realista e equilibrada. Não exagera na carga de drama, que seria desnecessária para a produção, nem no humor grosseiro. Compondo com uma dose de cuidado uma comédia romântica.

Will Glock, diretor do interessante A Mentira, parece um promissor diretor do estilo. Capaz de dar uma pincelada mais natural para suas narrativas, diferentemente dos exageros habituais que o público conhece há um bom tempo.

Distante de ser uma história espetacular, é eficiente em sua proposta e diverte. Elementos visivelmente ignorado por diversas massantes produções americanas.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Max Payne

(Max Payne, 2008) 
Diretor: John Moore 
Atores: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Chris O'Donnell 

 Alguns fatos que devemos considerar:

1-) Max Payne é baseado em jogo que nunca joguei e que desconheço a história. Mas como podemos lembrar, a maldição de jogos de video game no cinema já nos ensinaram que adaptações nunca dão certo e se dão, o resultado é no máximo um filme mediano.

2-) O ator Mark Wahlberg em entrevistas para divulgação do filme disse que sua personagem seria mais violenta e mais pesada do que os nossos anti-herois famosos (Jack Bauer e afins) e o próprio personagem que ele interpretará em Os Infiltrados, aquele policial violento e xucro ao infinito.

Só essas duas constatações já nos fazem temer a respeito de um filme como Max Payne. Mas, favorecido por não conhecer nada da mitologia do jogo, sem saber o que estava certo, errado, inventado, forçado, ganhei o benefício de assistir apenas a um filme de ação.

Como filme ele chega a ser interessante em boa parte do tempo, levando em conta o fiapo de história comum do gênero: policial vê sua vida destruída após a morte da família e passa obcecadamente a procurar os responsáveis pela morte de seus entes queridos. Mark Wahlberg pode até se encaixar no papel, mas longe de ser melhor do que o tira durão do filme de Scorsese. Destaque para a fotografia do filme, que ajuda a narrar a história e as superfluas cenas em câmera lenta, efeito bullet time que já estão fora de moda. Alguém tem dúvida de que mais um foi para a lista das adaptações malditas?