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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Thor

Blu Ray Americano
(Thor, 2011)
Diretor: Kenneth Branagh
Atores: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Tom Hiddleston, Stellan Skarsgard 

O lançamento de Thor teve como objetivo tanto apresentar mais um grande herói do panteão da Marvel como ser a primeira conexão explícita de um universo uno que resultaria em Os Vingadores, estreado neste ano.

O filme acompanha a jornada do deus do trovão em dois momentos: em sua terra natal, Asgard, com sua origem; e na Terra tentando reconquistar seu posto de deus, após ser destronado pelo pai.

Durante a produção, o anuncio de  Kenneth Branagh  como diretor parecia eficiente. Produtores justificaram o conhecimento de obras clássicas pelo diretor como uma motivação a mais para que ele trabalhasse adequadamente com o herói. Embora demonstre estilo, Branagh parece não conseguir um equilíbrio entre os dois universos apresentados. Falta credibilidade para a cidade mágica de Asgard. Mais passa a impressão de um cenário grandioso, com humanos utilizando capacetes reluzentes do que uma cidade onde habitam deus.

Se o cenário e a fotografia falham em estética, esta tem boa representação em Chris Hemsworth, responsável pela maior onda de suspiros femininos no ano passado. O porte do ator representa bem a figura de um deus e se encaixa com as cenas de ação.

Em contraponto a sua beleza, Natalie Portman foi selecionada como a mocinha e par romântico do filme. Sua personagem, além de mal aproveitada, não adiciona nada a história. Fazendo de Portman, que no mesmo ano fez o excelente Cisne Negro, apenas um bibelô em cena para satisfazer o público masculino.

A intriga com maior potência na trama, a rivalidade entre Thor e o meio irmão Loki, é apresentada sem dramaticidade necessária. A interpretação de Tom Hiddleston não compremete, mas não representa com eficiência a ameaça do vilão. Muito provavelmente porque o roteiro não lhe permitiu maior profundidade. Como dar credibilidade a um vilão que não parece ameaçador nem mesmo dentro da história.

A intenção da Marvel em produzir um universo único em sua obra cinematográfica é positivo. Mas deixa explícita a impressão de que para justificar o todo não importa que as partes dessa unidade sejam medianas. A força das personagens continua alta, suas histórias ainda não.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A Lenda de Beowulf

(Beowulf, 2007)
Diretor: Robert Zemeckis
Atores: Ray Winstone, Angelina Jolie, Anthony Hopkins, Crispin Glover

Robert Zemeckis é aquele cara legal responsável pela trilogia do Martin McFly, Forrest Gump, Tudo Por Uma Esmeralda, A Morte Lhe Cai Bem, Contato, Revelação, Uma Cilada Para Roger Rabbit e Náufrago. Muito desses filmes se não estão na minha lista de filmes preferidos, são no mínimo boas obras cinematográficas.

Portanto, falta-me um pouco de compreensão para entender porque um diretor com tantos talentos no currículo tenha se tornado tão entusiasta em utilizar animação computadorizada para produzir seus dois últimos filmes, O Expresso Polar e A Lenda de Beowulf.

Devemos sempre considerar válidas as tentativas de procurar novas maneiras de se produzir um filme, e também concordar que certas cenas são lindas paisagens com os menores detalhes em extrema perfeição. Mas ainda assim soam artificiais demais. É como a história de Pinóquio, o menino de madeira querendo ser de verdade. Beowulf não é um filme ruim, mas peca por ser uma grande aventura em animação quando quer ser uma grande aventura de verdade, com atores em carne e osso. O roteiro escrito por Neil Gaiman, baseado no lendário poema, é bem interessante, assim como a própria história de Beowulf.

Considerando que antes dessa animação, houve um filme com o ator Christopher Lambert no papel do matador de monstros, a história de Beowulf ainda precisa ser bem contada nas telas. Mas esse filme animado ainda vale a pena, seja pela história, ou por algumas cenas que, ainda que imperfeitas, saltam nos olhos.