domingo, 19 de julho de 2009

Tête-à-Tête, Hazel Rowley

"Era óbvio que a ajuda de Sartre não seria do tipo convencional. Ele desdenhava qualquer coisa que soubesse a conformismo ou convencionalismo. A idéia de um emprego regular, com colegas e um chefe, era anátema para ele. Tampouco queria ser um literato profissional, escrevendo num escritório cheirando a mofo e revestido de livros. A idéia de se estabelecer num lugar não tinha graça. E embora já tivesse sido noivo, atualmente, a perpectiva de se casar, ter filhos e adquirir bens o horrorizava. Ele tinha uma missão: ser um grande escritor. Nada mais importava. Para escrever, tinha que experimentar o mundo".
(p. 38)
Autor: Hazel Rowley
Editora: Objetiva
480 pág.



Leitores sempre tem, por costume, admirar seus escritores preferidos. Vêem com distanciamento aquele que redigiu com inspiração e transpiração aquelas páginas, chegando muitas vezes a transformá-lo em ícone de adoração. Mesmo que inconscientemente exista o pensamento de que um escrito é como qualquer um de nós, seu dom ou trabalho, por assim dizer o difere dos trabalhos ordinários.

Se um escrito famoso é objeto de admiração, a histeria em torno de um casal deles, que se conheceram cedo na vida, seria muito maior. Mas, façamos a reflexão. Escritores são de fato o objeto que produzem ou apenas um simulacro para encantar leitores e obterem louros?

Com o intuito de analisar intimamente a vida do casal Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir, está incrível biografia de tenta iluminar o lado comum de todo escritor. Ainda que na interessante e polemica história de ambos, o conceito de convencional seja muito vago para explora-los.

Misturando trechos de diversas cartas biográficas de Sartre, Beauvoir, amantes e amigos, intercalando com sua própria voz, a biografia trafega por toda a história do casal, desde os primórdios até o falecimento dos grandes ícones.

No decorrer da leitura, a vontade de conhecer a obra dos autores é imensa, visto que o livro explora o tempo de criação e edição da maioria das produções. E também mostram os conflitos que elas geraram no mundo real quando ambos se tornaram muito similares.

Não só a vida de Sartre e Beauvoir é vista por olhos apurados, como as questões sobre obra é destacada. O conceito entre autor e literatura pode ser avaliado também na biografia, mostrando os gênios difíceis de dois escritores excelentes.

Apesar de expor as teorias filosóficas de Sartre e Beauvoir no decorrer do livro - o que poderia deixar a leitura dificil para alguns, a narrativa é muito bem escrita e flui bem. Ainda que a tradução sofra alguns deslizes utilizando frases complicadas, resultado de uma tradução um pouco truncada.


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Prison Break, Quarta Temporada

Chega a hora derradeira do acerto de contas

Lançada na entre safra das temporadas de séries americanas – a chamada mid-season – Prison Break tornou-se em uma grata surpresa. O sucesso inesperado da trama não só agradou ao público quanto a crítica e recebeu aval para ter uma primeira temporada completa, ganhando um novo horário de exibição.
Quatro anos após sua estréia, a história de fuga, ação desenfreada e acasos de Michael Scofield e Lincoln Burrows chega ao fim. Embora anunciado como um cancelado pela emissora, era evidente que desde a temporada anterior o desfecho estava próximo. Era escolher encerrar uma boa trama ou desestrutura-la com prolongamentos.
A qualidade e habilidade com que Prison Break foi realizada em sua totalidade é admirável. Quem pensa que a série toda se passa na prisão, está engano. Ela é apenas o começo.
Por conta da progressão natural da história, em nenhuma das quatro temporadas houve uma dose repetida de ambiente. Nota-se muito talento dos roteiristas para retirar as personagens do habitat conhecido pelo público e inseri-las em outro contexto e, mesmo assim, manter a qualidade e fluidez da narrativa.
Desde o início, a série equilibra-se entre momentos tensos de ação, desses conhecidos por tirar o fôlego, e saídas, ganchos e estratégias inteligentes que, se são óbvios clichês no gênero de ação, bem utilizados trazem mais vigor a história.
Assim como, nitidamente, o equilíbrio narrativo também divide-se na personalidade dos dois irmãos: Michael Scofield é o estrategista por trás das ações, Lincoln Burrows o brutamontes que as executa.
Não só a dupla principal merece atenção, o universo regido pela série é digno de destaque. Tratando-se de uma série cujo ambiente é a prisão, a lista de indivíduos com histórias duvidosas e personalidades duplas é imensa. É impossível não se lembrar do ator Robert Knepper, que faz o insano Theodore 'T-Bag' Bagwell, estuprador e assassino, docemente mortal. Lamentável apenas que um bom ator como Knepper ainda esteja fazendo papéis pequenos no cinema repetindo sua persona de bandido.
Além das quatro boas temporadas, um telefilme – ou se preferirem um episódio mais longo – foi lançando com a história de um período que a série não mostra, chamado de The Final Break.
Prison Break encerra sua exibição como uma bem sucedida séria contemporânea, com um nível elevado de qualidade e tensão de primeira classe. As três primeiras temporadas já se encontram em dvd e a quarta chega nos próximos meses. Quem não viu, fica a recomendação de reservar alguns finais de semana para uma grande sessão pipoca.



segunda-feira, 13 de julho de 2009

A Semana em filmes (05 a 11 de Julho)

Justiceiro - Em Zona de Guerra (Punisher: War Zone)

Dir: Lexi Alexander

Terceira tentativa em trazer as telas o violento personagem do universo Marvel e a mais bem sucedida – Justiceiro já teve dois filmes, um em 89 com Dolph Lundgren e outro em 2004 com Thomas Jane. É difícil imaginar como um personagem como Frank Castle, que possui excelentes histórias escritas por Garth Ennis seja tão difícil de adaptar. Basta pegar um dos arcos do excelente escritor, ser fiel a violência a personagem que a possibilidade de errar é quase nula.
Justiceiro – Em Zona de Guerra é a produção que mais se aproxima da personagem dos quadrinhos. Um homem massacrado pela perda de sua família, que se vinga de qualquer maneira violenta das pessoas que são perigosas. Nesse aspecto, a produção não deve nada ao seu original. Muito sangue é visto em cena, seja em tiroteios como em lutas mano a mano.
A escolha do ator Ray Stevenson para interpretar a personagem principal também foi bem acertada. Stevenson mostrou sua competência em realizar um papel complexo na série Roma e aqui, novamente, lança mão de seu olhar duplo, agressivo e melancólico para preencher o papel. Os críticos argumentaram que as poucas falas do ator em cena se devem ao seu sotaque irlandês, mas é bobagem.
A produção é correta, com um argumento simples tentando recriar a personagem nos cinemas e o clima sombrio ajuda na caracterização. É um bom início que tenta apagar as duas bobagens anteriores.
Porém, soa tão perfeito, produzido tão dentro da margem, que não produz nada excepcional. Tem-se sim a sensação de que é algo bem feito, mas no final do filme sobra a sensação que deixaram muitos espaços vazios.




Evocando Espíritos (The Haunting in Connecticut)

Dir. Peter Cornwell


Certas críticas cinematográficas são bem parecidas com brincadeira de preencher lacunas. Filmes de terror que possuem quase o mesmo argumento se não dão prazer em assisti-los, na hora de criticá-los, então.
Assim como na semana passada, sobre o filme Cadáveres, o argumento de Evocando Espíritos, como o próprio nome anuncia, envolve entidades de um outro mundo que buscam contato com o nosso. A história é de uma família que se muda para uma casa as pressas, mais próxima do hospital onde o filho mais velho trata de um câncer e, aos poucos, descobre que lá era o laboratório de um médico que conduzia pesquisas de contatos mediúnicos.
Não há nenhuma novidade nessa história, tudo que conhecemos anteriormente é repetido. Os tais espíritos querem passar uma mensagem, precisam de um hospedeiro, há uma figura que já lidou com isso que vai ajuda-los a desvendar o que acontece e aquela seqüência triste e inevitável de clichês que fazem de uma história algo ruim.
Se há um porém nessa história, o filme é baseado em um documentário feito pelo canal Discovery Channel, narrando o que ocorreu de fato na casa. Talvez o único ponto que salve a história seja seu documentário, que já está em minhas mãos e que devo ver nesta semana.

domingo, 12 de julho de 2009

Foi Apenas Um Sonho, Richard Yates

Capítulo 01
"Os sons finais e agonizantes do ensaio geral deixaram os atores
do Grupo de Teatro Laurel sem mais o que fazer senão ficar ali,
calados e imóveis, piscando os olhos diante das luzes do palco e do auditório vazio. Mal ousavam respirar, enquanto a figura diminuta e solene do diretor emergia dentre os assentos desocupados para se juntar à trupe no palco, arrastando uma escada dos bastidores e subindo alguns degraus para dizer-lhes, pigarreando várias vezes, que eram um grupo supertalentoso, um grupo maravilhoso com o qual se trabalhar."

Autor: Richard Yates
Tradutor: José Roberto O Shea
Editora: Alfaguara Brasil
312 pág.




A vantagem de se ver uma obra adaptada nos cinemas é saber que, inevitavelmente, para nossa sorte, sua obra original será lançada ou relançada. Seja ela livro, quadrinho ou, as vezes, até mesmo em filme.

É uma pena que grandes escritores fiquem fadados a ver uma adaptação de sua obra para, finalmente, observar a difusão de sua obra pelo mundo. Felizmente uma obra lançada que seja bem vendida pode ser o fôlego necessário para continuar futuros lançamentos.

Foi Apenas Um Sonho, é um desses romances escondidos que, graças a uma adaptação, chega as livrarias brasileiras. Escrito por Richard Yates, elogiado pela crítica, vencedor de vários prêmios, mas que nunca chamou a atenção de um público amplo, a trama situa-se em 1955, no casal Frank e April.

E na figura do casal que aparentemente é feliz que Yates irá desenvolver todo um argumento sobre a infelicidade da América, na época pós guerra, onde o consumismo e o estilo de vida americano davam o ar da graça. Com sua escrita corrosiva, o autor disseca um relacionamento, sempre dando ao leitor a imagem perfeita que eles imaginavam e a verdade cruel da realidade.

Tanto o título original, Revolutionary Road, Rua da Revolução, Rua Revolucionária, quanto seu título em português, Foi Apenas Um Sonho, carregam uma boa quantia de ironia e buscam chamar o leitor.

Na contra capa da edição da Alfaguarra, há um comentário de que a obra pode ser O Grande Gatsby da geração. Pode não ser para tanto, mas a narrativa é estupenda e merece a leitura.


sábado, 11 de julho de 2009

A Semana em Filmes (27 de Junho a 04 de Julho)

Napoleon Dynamite (Napoleon Dynamite)

Dir. Jared Hess


Em uma comparação estranha na primeira estância, o terror Donnie Darko tem semelhanças com a comédia Napoleon Dynamite. Ambos são bem realizados, possuem personagens exclusos e em seu final, uma reflexão, para sabermos se compreendemos ou não o filme, é obrigatória.
Mas ao contrário da história de terror, não há nada escondido nessa comédia. Um filme charmoso e estúpido sobre um garoto estranho e deslocado chamado Napoleon. Inserido em um mundo surreal, onde a avó viaja para dunas, o irmão trintão namora pelo computador e o tio poderia ser um grande astro de futebol americano – não fosse uma contusão na década de oitenta – Napoleon reúne todas as piores características de um adolescente.
Alto, desajeitado, deslocado, sem expressividade aparente. Impossível não se simpatizar pela estupidez boba e genuína de sua personagem. Aos poucos, a narrativa mostra o cotidiano comum de Napoleon e suas atitudes estranhas perante alguns fatos – toda vez que briga ou discute a personagem simplesmente sai correndo de forma desajeitada.
Brilhante por contar uma história sobre um rapaz excluso sem cair no clichês do humor, Napoleon Dynamite não é um filme comum, assim como não é a personagem em questão.




Madrugada Dos Mortos (Dawn of the Dead)

Dir. Zack Snyder


Primeiro filme dirigido por Zack Snyder, um dos diretores mais pop do momento por sua adaptação de 300 e Watchmen, é também uma releitura. Dessa vez de um clássico de terror do mestre George Romero.
Sem nenhuma prepotência ou pretensão estética vista nos dois filmes posteriores, a narrativa de Madrugada dos Mortos corresponde ao segundo filme de Romero. A ação é iminente logo na primeira cena, onde um breve ataque de um morto vivo não é um acidente isolado. Basta que um morto vivo morda um ser humano para que esse vire um também. A alta proliferação pode contaminar rapidamente muitos.
Poderia ser mais uma regravação que se perde no limbo de releituras de terror. Porém, o cuidado de Snyder em adaptar a obra de Romero foi feito com carinho. As cenas com zumbis e humanos acurralados causam pânico, são bem filmadas e a maquiagem dos mortos vivos estão muito bem feitas.
Talvez se as outras duas produções do diretor tivessem menos pompa, seriam tão empolgante como essa produção.
O filme gerou também uma continuação contemporânea que não é de Snyder e não tem graça nenhuma. Provando que o diretor pop do momento possui talento para dirigir.




Mal Posso Esperar (Can´t Hardly Wait)

Dir. Harry Elfont e Deborah Kaplan



Produção adolescente de 1998, com um relativo sucesso na época, embora lançada diretamente para as locadoras aqui no Brasil. Ganha agora uma edição especial comemorativa de aniversário mas, revendo a produção, nota-se que seu envelhecimento não foi tão positivo.
A trama boba – como dos filmes da linha – não machuca ninguém, podendo ser interessante. Na festa de despedida de uma turma de colegiais, Preston Meyers descobre que a belíssima Amanda (Jennifer Love Hewitt) terminou seu namoro. É a chance perfeita que Preston esperava para, finalmente, declarar seu amor e entregar uma carta que escrevera a ela há muito tempo.
A trama não se concentra apenas nessa história, mas sim em diversas histórias paralelas que ocorrem durante a festa enquanto Preston se desventura e se desencontra de sua musa para entregar a carta. Muitas das situações são inusitadas, chegando a serem aceitáveis, mas outras não se encaixam bem na produção.
De qualquer forma ainda é possível notar a sensação de despretensão que a produção foi feita, sem ter ares de ser a comédia do ano ou a mais engraçada, por isso, aos curiosos, pode valer uma conferida.




Um Amor de Tesouro (Fool´s Gold)

Dir. Andy Tennant

Que as contas bancárias de Matthew McConaughey e Kate Hudson estejam gordas, disso não há dúvidas. Que eles tenham algum prestígio por seus últimos filmes, também podemos afirmar que não.
É incompreensível que dois atores que surgiram estrelando bons papéis, densos e dramáticos na medida, tenham se entregado a realizar apenas comédias românticas, variando o mesmo tema sem sair do tom.
Como era de se esperar, McConaughey é o bonitão da trama, malandro e falido, que acredita ter encontrado um tesouro no fundo do mar – a explicação para o tal tesouro surge na abertura, narrando uma aventura histórica – e precisa de mais fundos para conseguir explorar tal tesouro. Assim, como também era de se esperar, sua ex-esposa, Hudson, reaparece em seu caminho, ainda apaixonada pelo garanhão, mas irritada por sua personalidade que nunca mudou. Porém, quando ele conta que em sua última expedição encontrou uma prova de que o tal tesouro existe e está afundado no lugar onde ele imaginava, as diferenças são colocadas de lado e começa a caça ao tesouro.
Faltou incluir na trama um desafeto ao bonitão, um rapper que emprestou dinheiro a ele mas não viu nenhum trocado e um milionário que aparece para passar as férias no local e resolve patrocinar a expedição.
Mais uma produção que enche os bolsos dos atores, mas não acrescentada nada a ninguém. Muito menos ao público. Um subproduto dos subprodutos de produções de caça ao tesouro.




Cadaveres (Unrest)

Dir. Jason Todd Ipson



Se dinheiro na mão de um sonhador é vendaval, alta concentração de verdinhas na mão de um diretor com uma mentalidade fraca e talento ruim gera uma produção de terror ridícula. Só dessa maneira para explicar porque aberrações como Cadáveres consegue angariar fundos para ser produzida e lançada no mercado.
O enredo mantêm-se na bobagem de sempre: uma estudante de medicina começa a ouvir vozes enquanto disseca um corpo em aula e depois todos que tiveram contato com o corpo começam a morrer. Em sua investigação ela descobre que tal corpo ainda possui um espírito vivo, que não descansou e quer vingança.
Como a trama não vale um vintém, os atores não são conhecidos, a produção apelou e resolveu utilizar cadáveres de verdade para as cenas. A desculpa foi de que assim a verossimilhança seria atingida com mais sucesso nas gravações. Mas além do patético da informação, não há nada para acrescentar.
Algumas críticas disseram que as cenas são nojentas. Particularmente, quem já assistiu a um filme de terror com uma equipe de efeitos visuais competente – ou ainda a séries como Plantão Médico ou House M.D. não vai ter nojo nenhum. Só aquela sensação de que apelar para uma idéia tão estúpida deve ser um último recurso para tentar trazer um pouco dos holofotes a uma produção que não merece nada. Mas imagino que alguns irão locar o filme somente para conferir se tais cadáveres são reais ou não.
Fica o benefício da dúvida, já que muitas produções do gênero, ultimamente, tem apelado para o baseado em fatos reais para tentar assustar mais o público, mesmo que a história não tenha nada de real. Mas, francamente, se a história for verdadeira, é uma vergonha querer chocar o público para conseguir mais alguns trocados. A sétima arte não foi feita para idéias assim.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Preliminar: Harry Potter e o Enigma do Príncipe


As produções da série Harry Potter são feitas em ritmo desenfreado. Sempre com a intenção de acompanhar os melhores finais de semana para estréia e, também, para que seus atores não envelheçam tanto, até a conclusão das filmagens do último livro.
Desde 2001 que as adaptações dos livros de sucesso da escritora J. K. Rowling aparece nas telas de cinema e, até hoje, nenhuma produção conseguiu passar para a tela a fluência da narrativa de Rowling.
Aos fãs mais fervorosos da saga Harry Potter, não são necessários foices e tomates para me agredirem ao ler essa Preliminar. Mas, além de fãs dos livros do bruxo, como cinéfilo, é meu dever confirmar que as adaptação não são tão empolgantes quanto os livros. Deixando-nos uma dúvida cruel. Conseguirá a sexta adaptação, finalmente, ser a melhor de todas?
Para não existir nenhuma dúvida em relação aos filmes anteriores, o blog
O Que Dr. House Diria lança na semana que vem uma nova coluna cinematográfica chamada Panorama, anunciada há certos meses. A coluna abordará uma seqüência de filmes, sejam eles de uma série específica, como Harry Potter, ou diversos filmes de um ator, traçando dessa maneira um panorama sobre seu trabalho. Vale ressaltar que o diferencial dessa coluna é que todos os filmes são assistidos em seqüência, sem nenhum filme nos meios, para que a análise de cada produção seja feita com maior cuidado possível.
Portanto, semana que vem, além da crítica sobre a estréia de
Harry Potter e o Enigma do Príncipe, todos os outros filmes, visto em seqüência antes da estréia do sexto, serão também analisados.


Nesta sexta produção, David Yates está de volta à cadeira de diretor, após conduzir o quinto filme, Harry Potter e a Ordem de Fênix. A grande vantagem em relação ao filme anterior refere-se ao conteúdo narrativo de ambos os livros. Enquanto o quinto era repleto de por menores que precisaram ser cortados da trama, o sexto livro apresenta uma narrativa mais lenta, com poucos acontecimentos. O que transpostos para o filme pode transforma-lo na produção mais bem conduzida, abordando todas as sutilezas da trama.
Tempo para isso é o que não falta. São, como é de costume, duas horas e meia de projeção. Se o roteiro foi seguido a risca com o livro, sem tramas paralelas novas, criadas apenas para o cinema, sem acelerar nenhum momento, a chance para que esse filme torne-se o melhor de todos é bastante alta.
Some isso ao fato de que Yates, que já dirigiu uma das produções e está rodando a última, possui intimidade não só com o mundo da série, mas com a equipe de produção e atores. O que pode gerar na nova produção um frescor, deixando-a melhor que a anterior.
O frenesi em torno da volta do bruxo as telas é bastante grande, como sempre a cada filme. Resta saber se dessa vez a produção agradará a todos. Sem que no final a sensação de poderia ser melhor estivesse estampada no rosto.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe estréia dia 15 de Julho e O Que Dr. House Diria? estará lá para conferir. A crítica do filme, bem como de todos os outros na coluna Panorama estará disponível no site em 20 de Julho.




Preliminar, toda segunda quarta feira do mês. Em agosto, dia 12, com o filme Brüno, a nova comédia do rídiculo - e engraçado - Sacha Baron Cohen.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Celebrando Aniversário

Desde que me dei conta que as palavras e a literatura possuíam um grande significado dentro de mim que procuro um espaço próprio para escrever. Nesse tempo desenvolvi com grandes amigos espaços literários para difundir textos literários mas sempre gostei de ter um cantinho próprio, para escrever alguns textos que ainda não fossem publicados oficialmente pelos sites.

Eis que O Que Dr. House Diria? surgiu dessa maneira. Eu havia escrito um texto com esse título e buscando um novo lugar para escrever criei esse espaço. Aqui escrevi algumas reflexões, considerando-as bem interessantes em outras leituras, mas logo depois abandonei.

Motivado pelas férias do ano passado, resolvi voltar a ativa com esse blog fazendo dele um espaço cultural. Resenhando os filmes que assistia por semana, livros lidos, shows assistidos, séries. E, assim, com o tempo, o projeto foi ganhando forma.

Hoje me surpreende que dois anos já tenham se completado. Tenho grande orgulho desse projeto, pois, normalmente, abandono meus projetos após pouco tempo de uso. E uma das certezas que tenho é continuar com essa idéia até expandi-la mais e mais.

A cada semana, cada texto, sinto que conquisto maior confiança para escrever. As vezes, analisar certos filmes não é um trabalho fácil, ainda que as análises sejam bem sucintas. Outras, tenho um imenso prazer de escrever nesse espaço tudo o que sinto e vejo ao assistir um filme ou ler algum livro.

Dessa forma, agradeço aos leitores do blog e aqueles que passam por aqui ocasionalmente procurando alguma crítica sobre um filme ou sua série preferida. A esses peço que, se gostem, voltem sempre.

Como festejo da comemoração, o template do blog passou por uma ligeira mudança, entrando em seu segundo ano oficialmente. Também outras novidades estão por vir.

Aproveito e desde já abro a temporada de férias oficiais, com programação variada quase todos os dias no blog. Não deixem de passar por aqui.

Muito obrigado e que continuemos a fazer aniversários.


Excelsior,
Thiago Augusto Corrêa