segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A Semana em Filmes (06 a 12 de Setembro)


Up - Altas Aventuras (Up)

Dir. Peter Docter



A cada ano, quando uma produção Pixar tem estréia nos cinemas, é possível relembrar cada um de suas produções e apontar sua temática, que sempre é altamente eficiente e mescla drama e comédia, ultimamente dando mais atenção para um espetáculo adulto do que aos pequenos que esperam uma trama rasa.
Além de um roteiro rico, com diversas camadas narrativas, o cuidado é extremo até mesmo no trailer de divulgação da nova produção. Veiculado desde o lançamento de Bolt - O Super Cão, da Disney, apenas um elemento crucial da trama era divulgado: que um velhinho rabugento resolve tirar sua casa de lugar com a ajuda de muitos balões. A razão disso, suas motivações e todos os detalhes da trama foi uma revelação que tive apenas no filme, portanto, nesse ponto da análise encerro os detalhes da trama.
Revelar que, no final do filme, fiquei surpreso com sua originalidade e a excelência já comentada – e muito – sobre a Pixar, é uma mentira. Afinal, as produções que trazem o selo conhecido da luminária Luxo Jr, sempre correspondem nossas expectativas de uma excelente produção.
Up – Altas Aventuras foi o primeiro projeto da casa a fazer uso do recurso em terceira dimensão, que não considero – como muitos – um elemento importante, como uma tendência futura do cinema mundial. Porém nessa produção não houve a preocupação em criar cenas onde objetos saltam na tela, dando a sensação obrigatória de imersão. Mas sim, apenas, aumentar a realidade em torno da animação. Dessa forma, sutilmente, nuvens são bem trabalhadas para parecem de verdade, e diversas outras texturas que saltam aos olhos.
A narrativa trabalha muito bem seus elementos dramáticos, criando uma boa base para os acontecimentos que vão se desenrolar na produção trazendo segmentos cômicos. Mas que, bem dosados, não tiram a base do trama, mas sim dão um toque mais leve a ele.
É incrível como a Pixar possui atualmente as melhores cabeças criativas do mercado. Partindo, muitas vezes, de idéias aparentemente absurdas para produzir um resultado final não só plasticamente belo como também emocionante.
Minha tradição com as produções da Pixar foi mantida: não saber detalhes da trama e deixar que sua história nos leve. Portanto, fica a dica. Caso alguém queira lhe contar a história de Up – Altas Aventuras, impeça essa pessoa e diga que já sabe que é sobre um velhinho e seu balões. Deixe-se se surpreender com mais uma preciosidade dos estúdios Pixar.
Em tempo, a produção foi assistida ao lado dos amigos Vínicio do Santos do Blog O Jardim dos Gatos Teimosos e Arthur Malaspina de Han Atirou Primeiro. O link dessa resenha os levam as respectivas análises de ambos.




Pecados Íntimos (Little Children)

Dir. Todd Field


O vazio e as lacunas obscuras do ser humano são o combustível necessário para desenvolver esse denso – e maravilhoso – drama, que assisti tardiamente, três anos após seu lançamento.
Pecados Íntimos é uma boa história que não se prende no maneirismo preto e branco que conhecemos, mas sim explora os tons de cinza, e assim, as diversas nuances das suas personagens.
A trama utiliza-se de um narrador fora da tela que, aos poucos, pontua os acontecimentos visto em cena. É em um subúrbio que a voz do narrador destaca três mães observando seus filhos no parque de diversões e o desarranjo de uma quarta, Sarah Pierce, em buscar certa aproximação com, como define o narrador, aquela típica gente comum. Nesse mesmo parque, enquanto as mães tentam descobrir mais sobre o possível pai solteiro que, quase todos os dias, leva o filho para brincar, é Sarah que toma uma atitude e inicia uma conversa com ele, deixando as outras chocadas.
Vítimas de suas lacunas, com famílias perfeitas por fora e destruídas por dentro, é nesse espaço que os embates aconteceram. No choque entre a visão da sociedade e o desejo daquilo que se quer por dentro. O resultado de tais acontecimentos é uma produção intimista, dolorida e primorosa.
O filme é adaptado de um livro, cujo título brasileiro manteve a metáfora original não traduzida pelo filme: Criancinhas. Corroborando que dentro daquele universo, mesmo que adultos, a margem de suas dores, todos são pobres crianças famintas de atenção.
Também vale mencionar o bom elenco e Kate Winslet que, mesmo vista no filme como uma mulher inferior quando comparada a beleza de Jennifer Connely, na minha humilde opinião, consegue, desde a primeira cena, exalar beleza. Além da já conhecida competência sublime como atriz.




Segurando as Pontas (Pineapple Express)

Dir. David Gordon Green



Foi em março desse ano que comentei a respeito de Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor, cujo roteirista e Seth Rogens e prometi que, em breve, uma resenha de sua outra produção, Segurando as Pontas estaria no ar.
Depois de muitos meses, finalmente pude assistir ao filme e a mesma impressão que tive com Drillbit Taylor e SuperBad – É Hoje ressurgiu em Segurando as Pontas: Seth Rogen é um excelente ator de humor e um roteirista que precisa ser lapidado.
O roteiro desta produção é um tanto quanto antigo, quando Rogen ainda não fazia sucesso, só agora foi possível levar as telas essa produção que, em resumo, tem a mesma estrutura dos dois filmes citados anteriormente.
Porém, aqui, os acontecimentos vão se desenrolando cada vez mais, criando um efeito sem fim, como uma bola de neve, até o ato final. Como se faltasse um apuro para visualizar melhores saídas interessantes para um filme comum de comédia.
A trama é a história vista anteriormente, Rogen é um entregador de intimações, viciado em maconha, que presencia um assassinato e, com a ajuda de seu traficante, tenta fugir antes que seja morto.
Algumas boas tiradas estão presentes nos filmes, mas outras são tão batidas, e tão repetidas, que nos dão aquela sensação de ver o que já conhecemos.
Mas, sem dúvida, Rogen tem futuro. Em seus futuros roteiros, um pouco mais de tratamento, deixaram a comédia no ponto.
Atualmente, o ator escreve e atua na refilmagem de Besouro Verde, a famosa série de tevê que, há certo tempo atrás, estava nas mãos de Kevin Smith, que desistiu ao ver o tamanho do fardo. Vamos esperar e ver se Rogen mostra competência ao trabalhar com a obra de outra pessoa.




Anticristo (Antichrist)

Dir. Lars von Trier


Antes de mais nada, quero deixar claro: não tenho o mínimo de apreço pelo diretor Lars von Trier, muito menos pelo seu movimento revolucionário chamado Dogma 95. Suas produções não produzem em mim nenhum sentimento positivo e, até aquelas ditas geniais, me parecem distorcidas por um bando de críticos que não gostam de afirmar que no cinema convencional há sim vida inteligente.
Também é necessário confirmar que sua nova produção Anticristo possui os elementos que o diretor tanto gosta: uma certa obsessão com o sexo e uma desinibição em mostrar fornicações. De acordo com ele, não mostrar uma penetração em uma cena de sexo, seria uma mentira, como esconder. Portanto, lá se vão alguns segundos da produção, em câmera lenta de um pênis, lentamente, invadindo uma vagina – francamente.
A parte disso, a trama de sua nova produção é interessante. Um casal, em pleno ato sexual, não vê que o filho despertou e, caminhando bela casa, o bebê se atira pela janela aberta. A maneira de lidar com a perda se divide entre o casal. O pai, um psicólogo formado, consegue lidar muito bem, enquanto a mãe entra em um surto pós traumático. Com isso, o marido tenta ajudá-la a recuperar a razão utilizando seu trabalho como meio. Isolados em uma floresta, que possui o intencional nome de Éden, o casal tenta, novamente, buscar sua harmonia.
Ainda que não gostando do trabalho de Von Trier, devo considerar que sua narrativa, bem como a maneira de filmar, é bem inteligente. Seus planos são ousados, e certos elementos da trama dão margem a interpretações duplas, algo nitidamente intencional.
A história é também divida em três partes, que estabelecem melhor os acontecimentos da narrativa e, por conta da perda das personagens, não deixou-me de lembrar dos famosos cinco estágios do luto.
Mas quem procura nessa produção um filme de terror, sairá enganado. Anticristo, apesar do nome polêmico, é um embate entre duas personagens perante a perda, entre sua sanidade e a loucura. Uma metáfora muito bem construída por esse tal von Trier.




Juízo Final (Doomsday)

Dir. Neil Marshall


Não importa qual o gênero da produção, ou ainda sua inovação estética, tudo, em determinado momento, encaixa-se em um padrão fácil de ser reproduzido. Por isso, talvez pelo sucesso de uma trama devastadora, tem-se produzido, ao menos a cada ano, um filme em que o mundo está devastado. Seja por uma guerra ou, normalmente, por um vírus. No meio dessas produções, algumas ainda se destacam nem por ser tão originais, mas pelo seu roteiro bem amarrado e boas atuações, e outras, francamente, são uma decepção.
Juízo Final se encaixa perfeitamente na segunda categoria. Escrito e dirigido por Neil Marshall – que tornou-se famoso com seu terror Abismo do Medo – a produção é um amontoado bem redondinhos de clichês. Ao começar pelo flashback inicial, que mostra a origem da heroína e da perda de seu olho, até a história sobre o tal vírus, aqui como o nome de Reaper, que dizimou metade da população da escócia e para conte-lo, o governo, sempre ele, criou uma muralha para impedir que ele se alastrasse. Porém, anos depois, descobrem por imagens de satélite que há sobreviventes no local abandonado e, assim, podem encontrar uma cura. E um seleto time, que preenche a categoria padrão de um engraçadinho, um sabe tudo, um mal humorado, voltam a cidade devastada.
Até esse ponto, a produção poderia ser aceitável, mas é incompreensível que tais sobreviventes sejam neopunks canibais, com direito a moicanos e calças de couro. UmItálicoa idéia estética que não acrescenta nada a produção e a carrega, um pouco, com uma comicidade que não deveria existir.
Considerando vírus mortais, destruição em massa e, talvez, zumbis. Ainda fico com George Romero e com Danny Boyle que produziu o eficiente Extermínio.



Corrida Mortal (Death Race)

Dir. Paul W. S. Anderson


É lamentável que há muitos diretores que não possuam talento suficiente para imprimir sua marca em uma produção. Esse toque de midas ao contrário é responsável por boa parte dos filmes de ação enlatados que não trazem nada de novo. Paul W.S. Anderson é um desses diretores que tememos quando seu nome aparece nos créditos de um trailer. Seu nome assinou o primeiro Resident Evil e Alien versus Predador, duas produções mornas que já dão crédito suficiente para seu renomado talento.
Em Corrida Mortal, Anderson não só dirige como escreve o roteiro a partir do famoso filme Corrida Mortal 2000, filme da década de 70 com David – Bill – Carradine e Silvester Stallone, Sly, para os conhecidos.
A grande vantagem dessa nova produção foi de ter colocado como um dos personagens principais um dos poucos atores de ação que existem atualmente. Normalmente no mesmo papel, durão, irônico e com um sotaque britânico indiscutível, Jason Statham cumpre muito bem sua persona de sempre.
Aqui, ele é acusado injustamente de ter matado sua esposa para ir a uma penitenciária onde acontece a Corrida Mortal, um programa que passa pela internet e arrecada milhões de dólares. Seu personagem se vê obrigado a correr, já que a promessa de vencer cinco corridas é a liberdade.
O filme é um típico filme de ação com carros e pancadaria, diversão de primeira classe sem nenhum cérebro. Apesar de muito do gênero, atualmente, mal conseguirem conduzir sua cenas, as batalhas nas corridas são muito bem realizadas e realmente empolgam. Dizem que essa regravação não possui nenhuma proximidade com o filme anterior, visto a atualização do roteiro. Porém, ainda assim, a diversão é válido.
Lembrando que, como toda produção do gênero, tem um pedacinho que chafurda no senso comum: a moça escultural que se assanha com o mocinho, o bandido que tem que fazer parceria para se safar de algo pior. Mas nada do óbvio obstruí o entretenimento. Assistam sem pensar.




Duplicidade (Duplicity)

Dir. Tony Gilroy


Até mesmo o título dessa produção, ressalta uma tendência persistente em Hollywood de criar ações múltiplas em seus roteiros. Um plano de ação que, em determinado momento é derrubado por uma reviravolta e tudo fica as avessas. Tratando-se, então, de filmes de assalto – para ficarmos em um exemplo – é comum ocultar do telespectador metade do que está acontecendo, para, no final, mostrar como, de fato, o enredo foi concluído. As vezes o que é um bom recurso de estilo, torna-se sufocante quando é repetido demais.
Duplicidade, do diretor e roteirista Tony Gilroy do interessante Conduta de Risco, vem a tona para, a sua maneira, parodiar o excesso de voltas que os roteiros andam realizando. Com a competência de Goldry, e provando que facetas duplas podem ocorrer em qualquer lugar, a trama concentra-se em dois ex- agentes, um da CIA e outro d MI-6, que foram contratados para espionar duas grandes corporações de cosmética respectivamente. A partir desse jogo, onde nem mesmo o casal de agentes confia em si mesmo, Goldry cria um espiral de acontecimentos que são apresentados de uma maneira e retornam com outro ponto de vista.
A química do casal Clive Owen e Julia Roberts – que protagonizam uma das melhores cenas de Closer – Perto Demais – continua pontual e trabalha a favor das dúvidas cruzadas e dos jogos duplos que são apresentados em cena.
Infelizmente, após tantos anos vendo filmes com diversas reviravoltas, recebi esta produção com um pouco de apatia, mesmo tendo admiração pelo diretor e a dupla de atores principais. Levando em consideração o filme anterior do diretor, há mesmo de se imaginar que Duplicidade não é apenas mais um filme de jogos de espelho. Mas uma sátira contra o próprio duplo. E que melhor maneira de fazer isso se não exagerando nas tensões de seu roteiro?




Um Ato de Liberdade (Defiance)

Dir. Edward Zwick


Atualmente, há de ter muito espírito para passar duas horas na frente da televisão assistindo mais uma produção cujo enfoque é a segunda guerra mundial. Na estréia brasileira de Um Ato de Liberdade, havia mais duas produções com o mesmo tema em cartaz. Um peso para a história dos homens que, normalmente, é trazido para as telas com maniqueísmo e sensibilidade exacerbada.
Como deveria de ser, Um Ato de Liberdade é baseado em fatos reais, na história de três irmãos judeus da Bielo-Russia que fugindo do cerco alemão se refuziam em uma floresta que conhecem desde a infância e, aos poucos, vão trazendo mais conhecidos até montarem uma pequena comunidade.
Detalhes que conduziriam melhor a trama são deixados de lado e o resultado não é tão positivo. Daniel Craig prova que sempre fora um bom ator, antes e depois de Bond, mantendo-se bem no papel do líder do grupo. Mas quanto mais a trama se aproxima de um encerramento, mais toca, em demasia, uma sensibilidade que acaba por tirar o ritmo já complicado da trama.
Como curiosidade vale dizer que o filme, na época de sua produção, foi alardeado por seu diretor como um filme digno de Oscar, ainda mais por conter dois elementos que a Academia ama: guerra e judeus. Mas, pelos desenganos da trama, não foi.




Adrenalina (Crank)

Dir. Mark Neveldine e Brian Taylor


Touché. Na mesma semana em que, mais de duas vezes, reclamo sobre a falta de originalidade nas produções hollywoodianas, me deparo com uma produção ridiculamente bizarra e divertida com Jason Statham. O filme começa com Chev Chellios despertando em sua cama e sentindo-se mal. Os efeitos visuais ajudam a compreender o que se passa dentro de seu corpo. Chellios encontra um dvd na sua sala e ao reproduzi-lo descobre que foi injetado por uma droga chinesa que inibe sua adrenalina. Se ele ficar parado, morre.
É com essa premissa que beira o ridículo e com o carisma de cara fechada de Statham que Adrenalina se sustenta. Seu personagem, Chellios, tenta encontrar subterfúgios para deixar seu coração sempre acelerado e produzindo adrenalina, ao mesmo tempo em que vai ao encalço dos chineses que o envenenaram. O rastro que o mal encarado deixa pela cidade, nem é preciso falar que é quase mortal e que chama a atenção.
Pela necessidade de buscar adrenalina, há sempre ação em cena. Fazendo com que uma premissa simples e estranha funcione em um filme que preza justamente por isso: brigas, porradas, tiros. Em resumo, um filme de ação descerebrado.
Adrenalina foi bem recebido e já gerou uma continuação que está nos cinemas.






A Mumia: A Tumba do Imperador Dragão (Tomb of the Dragon Emperor)

Dir. Rob Cohen


Extremamente simbólica a primeira aparição de Evelyn O´Connell nesta segunda continuação da franquia da Múmia. Fazendo uma leitura pública de seus romances – baseados nas aventuras dos dois primeiro filmes – a primeira pergunta que uma moça do público faz é se a personagem do livro, chamada Scarlett O´Keefe, é baseada nas história que a arqueóloga viveu. E o telespectador do filme, que até então tinha visto somente as costas e as mãos de Evelyn, a vê pela primeira vez quando diz: “Posso dizer honestamente que ela é uma pessoa completamente diferente”, e a atriz que vemos não é a bela Rachel Weisz, mas sim Maria Bello.
Sem dúvida, essa cena demonstra o resultado diferente dessa produção, A Múmia: A Tumba do Imperador Dragão, das duas anteriores. Uma das personagens centrais, bela e carismática, foi substituída por outra atriz que, embora faça o possível, não sai da sombra de Weisz.
Sombras, por sinal, podem ser bem utilizadas para se falar dessa produção. Um filme produzido tardiamente. Se o primeiro A Múmia trouxe de volta o cinema de aventura e depois repetiu a mesma formula já sem fôlego, em sua segunda continuação tornou-se apenas uma sombra pálida de tantas outras que surgiram no caminho: A Lenda do Tesouro Perdido, franquia da Disney, as aventuras de Robert Langton de O Código da Vinci e, como o assunto são filmes de aventura recentes, a fabulosa trilogia dos Os Piratas do Caribe, única dessa seleção que conseguiu manter-se original.
O filme segue a cartilha da continuação, onde o vilão é mais poderoso, os caminhos mais ardilosos e a tensão é elevada a sétima potência. Tudo para não passar a impressão de que assistimos a mesma história recontada com algumas diferentes.
Na falta de um roteiro realmente original, exploram em demasia as cenas de ação e os bons pontos de humor no primeiro filme, tornam-se obrigatórios a cada cena, quebrando a seriedade das ações.
No final das contas, chega a ser engraçado que o primeiro filme era, de fato, bom e, talvez, a única produção de Stephen Sommers que realmente pode ser considerada um bom divertimento. A Múmia: A Tumba do Imperador Dragão não é de todo mal, longe disso. É apenas um filme tardio, que quando assistido, é esquecido logo depois.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Fringe, Primeira Temporada

A dita ciência de borda beira o ridículo

A sensação de mais do mesmo é inevitável desde o episódio piloto da Série Fringe. A nova série do produtor J. J. Abrams repete em sua primeira cena um acidente aéreo, mesmo argumento de sua série anterior, Lost.

A famosa sensação de deja vu torna-se ainda mais explícita quando Fringe começa a ganhar a alcunha de nova série do momento, que conquistará os fãs saudosos de Arquivo-X pela temática parecida. Bobagem.Enquanto a brilhante série de Chris Carter possuía uma mitologia e um argumento interessante e, a maioria das vezes, plausível, aqui isso é um mero detalhe. O tal Fringe é um ramo da ciência conhecido como ciência de ponta, os fenômenos que os tradicionais ainda não souberam explicar. Assim, teorias mancas e explicações bobas são a muleta dos roteiristas para os absurdos que vemos na tela.

A narrativa ainda se torna mais fora dos trilhos devido ao trio principal: Olivia Dunham, a agente do FBI responsável pela divisão dos fenômenos inexplicáveis, uma personagem sem muito carisma; Dr. Walter Bishop, um velho doutor, que estranhamente conhece tudo sobre os fenômenos, trabalhou em quase todos eles e, para deixar ainda mais clichê, por ter sido internado em uma clínica, oscila entre a loucura e a genialidade; e seu filho Peter Bishop, interpretado por Joshua Jackson, o eterno Pacey de Dawson´s Creek, que consegue fazer outra personagem, mas também não acrescenta muito.

Fringe parece um simulacro, uma série destinada a causar um frisson de mistério mas que nunca chega lá. Até mesmo sua abertura retoma a de Arquivo-X, com imagens enigmáticas e frases chave que apontam elementos da trama. J. J. Abrams, dito como um bom criador, novamente apostas suas fichas no mesmo elemento de suas séries anteriores: enigmas que mais confundem do que revelam, conspirações onde não sabemos em quem confiar. Porém, tudo soa tão mal trabalhado que a história é morna.

A série ganha um pouco de fôlego no meio da temporada onde, é de se imaginar, muito do público pode ter abandonado a série, afinal, não é fácil assistir dez episódios oscilantes até encontrar um significativo.

Porém, é visível o quanto Abrams é capaz de fazer uma boa propaganda de marketing, fazendo com que sua série, coloca no primeiro escalão das boas produções, pareça imperdível quando, na verdade, entre a nova boa safra dos últimos anos, é o vinho que passou do prazo, virando vinagre.

Por fim, fiquei imaginando que tipo de produtor é Abrams que nem mesmo espera um de seus sucessos encerrar na televisão (Lost, que, como todos sabem, teve quedas de audiência) para lançar outra série que, como anunciada pelo marketing, seria outra revolução?

A segunda temporada de Fringe estreiará esse mês, algumas imagens e promos já formam divulgados, e os dvds com a primeira temporada completa tem previsão para desembarcar no Brasil em Outubro. Mas, provavelmente, é uma série que não acompanharei.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dr. Mouse nas bancas

Já se encontra nas bancas de todo o estado de São Paulo a edição número 804 de Mickey da Editora Abril que traz as últimas duas partes da história do Dr. Mouse.

Lembrando que o gibi tem lançamento setorizado, o que significa que seu lançamento ocorre primeiro em São Paulo, depois em outras regiões, portanto, quem não está no Estado de São Paulo, talvez esteja vendo nas bancas ainda a edição anterior.

O gibi tem 48 páginas e o preço singelo de R$2,95. Compre o seu.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Semana em Filmes (30 de Agosto a 05 de Setembro)

Se Beber, Não Case! (The Hangover)

Dir. Todd Phillips


Todd Philips é responsável por duas produções recentes que considero indispensáveis no quesito filme de comédia de situação cujo leque de absurdo, non sense e baixaria são o motivo do riso: Dias Incríveis e Caindo na Estrada. Apesar de, vez ou outra, cometer alguns deslizes, Se Beber, Não Case faz parte de um bom momento do diretor.
A história parte de um princípio básico que conhecemos através do filmes. A cidade de Las Vegas é, por si só, um pesadelo para os desenfreados ou aqueles que decidir passar uma noite na cidade dos prazeres para celebrar uma desilusão amorosa – como em Jogo de Amor em Las Vegas – ou comemorar uma despedida de solteiro.
A noitada entre os quatro amigos da trama é tão extrema que, no dia seguinte, não sobra pedra sobre pedra. Há um tigre e uma galinha no quarto do Hotel, um deles está sem um dente e, pior, o noivo está desaparecido.
Assim, a história se divide entre mostrar o que aconteceu na noite do porre enquanto os amigos juntam as peças e evidencias que encontram a sua frente para descobrir o tamanho do estrago que fizeram.
A ausência de atores famosos como chamariz é irrelevante, dando espaço para alguns desconhecidos – outros nem tanto, como Ed Helms de The Office – mostrarem seu timing. As seqüências cômicas são boas e não se perdem no emaranhado bizarro que a trama apresenta.
Os personagens são os clássicos do cinema comédia besteirol, cada um deles representa uma de suas vertentes, mas aqui são estão bem representados.
Em um ano fraco, principalmente nas comédias, Se Beber, Não Case é uma boa pedida, e um conselho para os noivos que estão prestes a casar. Certo, a ultima frase foi uma piada.




Arraste-me Para o Inferno (Drag Me To Hell)

Dir. Sam Raimi


Produções de terror sempre são lançadas, tanto no cinema quanto direto no mercado de dvd, é o que não falta. Normalmente trazendo histórias de sustos fáceis, ultimamente focando o terror em objetos inanimados que possuem poderes ocultos. Sua qualidade é normalmente inversamente proporcional a sua originalidade.
Até mesmo o trailer de Arraste-me Para o Inferno soa dessa maneira. Como uma produção que somaria mais um nas bobagens produzidas hoje, porém, a pouca trama revelada no trailer e a simplicidade da história, com o nome de Sam Raimi estampado como diretor, poderia resultar em algo diferente.
Desde Evil Dead – A Morte do Demônio que é conhecido que o diretor possui talento para dirigir produções de terror. E seu talento não se concentra apenas nesse gênero, já que um dos ápices de filmes de super-heróis nas telas, Homem Aranha e Homem Aranha 2, foi dirigido por ele. Mas, por outro lado, o insosso Homem Aranha 3 também carregava seu nome na direção. Em resumo, seu novo filme de terror tinha potencial, mas poderia ser um desastre.
Desde o começo de sua exibição, com o logo antigo da Universal, temos a sensação de que estamos assistindo a uma produção de dois mundo. Um filme de terror anterior à devoção oriental, possuindo origens próprias, uma narrativa da decada passada com o estilo de hoje.
A trama, que se assemelha muito com o livro A Maldição do Cigano do mestre Stephen King é simples. Uma garota que trabalha em um banco, almejando sua promoção como subgerente, nega o pedido de uma pobre velha por um novo empréstimo que manteria sua casa no lugar. Irritada, a velha – que possui todo um elemento físico aterrorizante – joga uma praga na garota. E ponto final. Não há jogos psicológicos e sanguinolentos, nem histórias com reviravoltas mirabolantes.
A partir disso, Raimi mostra seu talento como diretor enquanto a garota em questão tenta desesperadamente quebrar a maldição imposta pela velha. A narrativa mais tradicional da trama, deu originalidade ao gênero que Raimi já havia explorado e que anda tão mutilado pelo clichê hoje em dia. Mas, curiosamente, até nisso há uma explicação: o roteiro de Arraste-me Para o Inferno foi escrito em meados dos anos noventa, logo após Uma Noite Alucinante 3, mas só agora foi para as telas.
Se o resultado dessa produção, voltando as suas origens, foi devido a uma produção aracnídea imperfeita, não cabe deduzir. Mas resultou em um bom espetáculo do gênero.





Brüno (Brüno)

Dir. Larry Charles


Qualquer pessoa que já tenha contado uma piada na vida sabe que é necessário o mínimo de entonação para que o efeito cômico seja alcançado. Assim, contar uma piada pela segunda vez, já sabendo seu desfecho, é ainda mais difícil. Dependerá da habilidade de seu contador e da boa piada em questão.
Brüno é a mesma piada contada pela segunda vez por Sacha Baron Cohen. Que novamente se veste como um personagem e sai pela América e outros países filmando com pessoas reais, sem mostrar de fato suas intenções.
As comparações com Borat – O Segundo Repórter Mais Famoso do Cazaquistão são evidentes. Bruno é muito mais episódico que seu filme anterior, passa a impressão de que, após a filmagem de todas as cenas, que se pensou de fato em uma linha narrativa. Dessa forma, a história de Bruno parece mais artificial que a do repórter.
Impossível negar que Cohen, quando se dedica a um papel, o faz de corpo e alma. Não só teve que remover todos os pelos do seu corpo, como emagrecer e tingir as madeixas para sua nova personagem. Em entrevistas o ator confirma o desgaste diário em ser outra pessoa e sempre ter que superar a expectativa do público sendo sempre engraçado.
O humor de Cohen é um detalhe bem particular de suas produções. Sua sátira não é velada e sutil, mas sim de maneira escancarada, aguda e violenta. Com a personagem gay desse filme, Cohen escancara não só os preconceitos enraizados nos Estados Unidos como ridiculariza aqueles que, a todo custo, buscam beber no copo da fama, sem possuir talento nenhum.
Sua maneira caustica de mostrar toda essa podridão é através do riso, o riso ácido e distorcido de uma personagem excêntrica em meio a pessoas reais. E as situações em Brüno são, como Borat, tão absurdas, que é impossível não rir. Mas desde já fica o aviso de que o humor de Cohen é bem peculiar.
A próxima cartada do ator humorista ainda não foi anunciada, mas fica a pergunta se mais um pseudo documentário humorístico pode causar o mesmo efeito dos dois primeiros. Uma piada pode ser bem contada na segunda vez, mas em uma terceira... Há duvidas.





Intrigas de Estado (State Of Play)

Dir. Kevin Macdonald


Intrigas de Estado é baseado em uma série televisiva exibida em 2003. Embora desconhecida para mim, é imaginável que a qualidade da série inspirou um filme com o mesmo tema. Porém, considerando a boa safra de séries dos últimos anos, é um bom palpite dizer que a série é melhor que esta adaptação.
A palavra burocrático é a que mais defini a produção em uma só palavra. Um filme bem composto, bem dirigido, com bons atores mas que não possui nenhum elemento a mais a não ser aqueles que já conhecemos e estamos cansados. Até mesmo o título brasileiro aponta isso, com um título muito além dos padronizados.
Na trama, um político interpretado por Ben Aflleck é acusado de uma série de escândalos e pede ajuda para seu amigo Cal McAffrey. Um jornalista, interpretado pelo sempre bom Russell Crowe, conhecido por ser das antigas e ser um repórter que não existe mais.
Então, os embates comuns prosseguem. McAffrey começa a investigar o escândalo com a ajuda de uma pupila que de tempos em tempos se revela mas se aquieta quando ele diz o quão talentosa ela é, o político, aos poucos, começa a ceder, revelando que suas mãos não estavam assim tão limpas.
Os nós do roteiro são tão comuns, visto em tantos outros filmes políticos, que nem se quer chamam a atenção. Assim a trama prossegue sempre morna e o final é óbvio como podemos imaginar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Preliminar: Up - Altas Aventuras


A cada mês, buscando um filme para estrelar a coluna Preliminar, o privilégio volta-se sempre para alguma produção que possui certo chamariz, sendo esperada por sua inovação, pelo selo que carrega, por ser uma simples adaptação ou continuação e que, dedutivelmente, arrecadará milhões de dólares. Afinal, em poucas palavras, o principal dessa coluna é analisar especificamente a expectativa que ronda certas produções.
O fato é que hoje a produtora Pixar é quase sinônimo de perfeição. Traz qualidade e inovação em suas produções, possui um background espantoso de bom e arrecadações graúdas nos cinemas.
Quando um de seus filmes tem estréia programada, é bem provável que essa produção será uma das melhores nas listas de final de ano. Nenhuma produtora das chamadas animações conseguiu alinhar tão bem histórias interessantes e sensíveis, pontuadas entre o drama e o riso, e impecável apuro técnico.
Dito isso, é matéria redundante confirmar que desde o primeiro trailer de Up – Altas Aventuras expectativa não falta para mais uma produção com o selo Disney / Pixar. Novamente a casa apresenta uma história simples e inovadora de um velhinho que cansado do mundo tira sua casa do lugar com a ajuda de diversos balões de gás. A premissa é boa e divertida e, levando em conta as últimas produções da casa, podemos esperar muito. É quase certo que no final da projeção ou estaremos maravilhados pela sensibilidade da história ou cansados de tanto rir.
O filme estréia no circuito brasileiro em duas versões: a tradicional e a versão 3D, a primeira produzida pela Pixar nessa formato. Ainda que muitos sejam avessos ao cinema em 3D, que as vezes nada acrescenta na produção como ocorreu com Era do Gelo 3D, há de se considerar que a Pixar talvez consiga trazer um pouco de brilho nessa estranha idéia da terceira dimensão.
A dublagem brasileira, de acordo com notícias divulgadas, conta com o grande Chico Anysio como voz do velhinho mal humorado da história.




Preliminar, em Outubro, na segunda quarta feira do mês, dia 07, em dose dupla: Bastardos Inglórios de Quentin Tarantino, que estréia dia 09 de outubro, e a jornada post-mortem de Michael Jackson nas telas no show que deveria ter sido mas não foi This Is It, cuja estréia, se não mudarem, está prevista para 30 da Outubro e vale a pena ser comentada.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

House M.D. - Reportagem da Folha

(Reportagem da Folha de São Paulo de 30 de Agosto de 2009, Caderno Ilustrada)

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Médico e louco

Protagonista da série "House", o ator Hugh Laurie fala da internação de seu personagem e de um samba no Brasil

Vera Anderson/WireImage
Hugh Laurie é um dos atores mais bem pagos da TV americana e estreia sexto ano de ‘House’ nos EUA em setembro

JANAINA LAGE
ENVIADA ESPECIAL A LOS ANGELES

Depois de resolver todos os tipos de quebra-cabeça na medicina, House retorna à TV na sexta temporada com o desafio de solucionar um problema ainda mais engenhoso: recuperar sua sanidade. Internado em uma clínica psiquiátrica após mostrar sinais de confusão entre realidade e delírio, o médico é obrigado a passar por um processo de autoanálise.

Em entrevista para seis jornalistas da América Latina, que incluiu a Folha, o ator Hugh Laurie define essa fase como uma passagem pelo "purgatório", responsável por desencadear mudanças no seriado líder de audiência no país. Ele sairá da clínica, mas pelo menos durante um período não poderá exercer a profissão.

O ator evita dar pistas, mas os personagens da atriz Jennifer Morrison (Cameron) e Jesse Spencer (Chase) voltarão para a equipe.

House pode estar perto de um processo de autoanálise, mas, para o ator, ele ainda não está pronto para relações duradouras. Laurie joga um balde de água fria nas pretensões românticas de quem ainda torce por um envolvimento mais substancial com a chefe dele no seriado, Lisa Cuddy (interpretada por Lisa Edelsten). Para ele, o enlace estragaria uma das principais tensões da série.

"Os dois personagens são solitários, pessoas que fizeram sacrifícios emocionais para alcançar algo. Eles encontram algo irritante e atraente um no outro. Talvez seja verdade que só alguém de quem você gosta possa te irritar, caso contrário simplesmente não importa."

Laurie rechaça, em princípio, qualquer semelhança com o médico que vive na TV. Após alguns minutos, no entanto, emenda que a convivência prolongada com assuntos como doença, morte e cinismo podem ter talvez algum "efeito corrosivo" ao longo do tempo. O ator, pouco afeito a entrevistas, mostra sinais de inquietude e se prende a detalhes para manter a concentração, como enumerar todas as marcas de gravadores dos repórteres.

A estratégia é similar à que usa para vencer o nervosismo em cena. Questionado sobre o assunto, rebate ironicamente que se controla à base de fartas doses de vodca para em seguida explicar que procura criar distrações para a mente em cada tomada, como fixar a atenção em um determinado ponto do cenário. "Parece trivial, e é. Afinal, é um programa de TV. Então, no fundo, tudo é trivial."

Alto salário

Ele diz se sentir ainda hoje um amador. Atribui a insegurança ao fato de considerar que tem pouco treinamento. Formado em antropologia, o ator é hoje um dos mais bem pagos na TV, com um salário de US$ 400 mil por episódio. A popularidade da série é tal que ele afirma ter dificuldades para passear na Europa, embora em seu próprio país, a Inglaterra, a repercussão seja menor.

Parte da inspiração para a criação de House começou em casa. Laurie é filho de um médico vencedor da medalha olímpica de remo. "Eles são bem diferentes, mas isso me deu uma certa reverência pela lógica, pela ciência e pelo empirismo. Meu pai era um homem muito sábio, e de certa forma House também é, embora seja também infantil", diz.

A própria longevidade do personagem parece surpreendê-lo. "Ouvi no rádio que a média de permanência no emprego nos EUA hoje é de três anos e meio. Já faço esse papel há seis anos. É mais tempo do que se eu trabalhasse num banco."

Fora do estúdio, Laurie diz ver pouca televisão, mas acompanha o seriado "Law & Order", que mostra a investigação de casos de assassinato pela polícia. Diz que fica atraído pela fórmula do "eu sabia que tinha sido o cara da mercearia", mas que tem uma relação estranha com o programa: só assiste quando se sente meio doente; quando está bem, fica meio doente ao assistir.

Nas horas vagas, divide o tempo entre tocar piano, dirigir motocicleta e praticar boxe, uma atividade que diz executar terrivelmente. "É a coisa mais difícil que já tentei aprender. É humilhante, mas faz parte do meu apreço por especialistas, gosto de gastar tempo com alguém que é mestre em algo que não sei fazer", diz.

Aos 50 anos, o currículo do ator traz de fato um gosto pela diversidade. Ele faz parte da Band from TV, um grupo musical que se apresenta em eventos de caridade. Já compôs músicas, escreveu seriados para a TV inglesa, dois romances e atuou em filmes tão variados como "Razão e Sensibilidade" e "O Pequeno Stuart Little".

Na lista do ator, há ainda um pouco conhecido filme rodado no Brasil: "Girl from Rio" (garota do Rio), em que interpreta um funcionário de banco fascinado por samba que resolve ir ao Rio de Janeiro no fim do ano após flagrar a mulher com o chefe e decidir, por impulso, roubar o banco onde trabalha.

Questionado sobre suas habilidades como dançarino de samba no filme, ele ri. As cenas ainda estão disponíveis no YouTube e mostram Laurie dançando até na areia da praia.

Para encarar o personagem, ele treinou por três semanas em Londres com um casal de dançarinos brasileiros. "Se em algum momento você sentir que precisa ser colocado para baixo, precisa reduzir sua confiança física, tente dançar entre dois brasileiros na frente de um espelho. Eles eram duas das pessoas mais bonitas que já vi na vida, e no meio havia aquele homem que parecia estar caindo da escada", conta.

O treino lhe rendeu frutos. Em visita a uma escola de samba, foi o primeiro convocado para a pista e sambou com seis mulheres. "Passei um tempo maravilhoso no Brasil."

O sexto ano de "House" estreia no dia 21 de setembro dos EUA e no dia 22 de outubro no Brasil, na TV paga pelo Universal Channel.

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Lembrando que O Que Dr. House Diria? acompanhará semanalmente a estréia da série, com resenhas individuais de cada episódio.